Jesus: Palavra viva e eficaz!


Gostaria de trazer aqui, antes de começar a falar qualquer coisa, um trecho bíblico. Mateus 19. 1-9: Quando Jesus terminou de dizer essas coisas, deixou a Galileia e foi para a região da Judeia, a leste do rio Jordão. Grandes multidões o seguiram, e ele curou os enfermos. Alguns fariseus apareceram e tentaram apanhar Jesus numa armadilha, perguntando: “Deve-se permitir que um homem se divorcie de sua mulher por qualquer motivo?”. “Vocês não leram as Escrituras?”, respondeu Jesus. “Elas registram que, desde o princípio, o Criador ‘os fez homem e mulher’ e disse: ‘Por isso o homem deixa pai e mãe e se une à sua mulher, e os dois se tornam um só’. Uma vez que já não são dois, mas um só, que ninguém separe o que Deus uniu.” Eles perguntaram: “Então por que Moisés disse na lei que o homem poderia dar à esposa um certificado de divórcio e mandá-la embora?”. Jesus respondeu: “Moisés permitiu o divórcio apenas como concessão, pois o coração de vocês é duro, mas não era esse o propósito original. E eu lhes digo o seguinte: quem se divorciar de sua esposa, o que só poderá fazer em caso de imoralidade, e se casar com outra, cometerá adultério”.


Vejamos com calma o texto bíblico onde vemos o próprio Cristo conversando com fariseus. Cristo é claro em dizer que o divórcio foi algo permitido devido à dureza de coração do homem, mas que não é a vontade de Deus (Deus Pai, o Filho e o Espírito Santo). Jesus diz bem claramente que, por quererem um escape da vontade dEle mesmo, criou-se esta "brecha" - se podemos dizer assim -. O que vemos aqui, de forma bem clara, é que os judeus quiseram contemporizar a palavra, quiseram atualizar os mandamentos de Jesus. Ele, como BOM Deus que é, diz: esta não é a minha vontade! Jesus, perante os FARISEUS, não permitiu que eles moldassem a Lei dele para o seu bel prazer, para trocar de mulher quando quisessem.


No tempo de Jesus, já vemos homens tentando modificar a palavra, tanto para uma lei que mata quanto para uma libertinagem travestida de lei. Vemos hoje, em nosso país, uma teologia liberal que quer atualizar a Bíblia, que diz que a Voz escrita pela Palavra, na Bíblia, não é mais suficiente (me parecem os fariseus, não? Sei lá, só pensei alto aqui...). Estamos em pleno Outubro e, aqui na IAP do Parque (igreja da qual a baseJ faz parte), estamos conversando sobre as 5 solas da Reforma Protestante. Sola Scriptura, uma das solas que conversamos, que quer dizer "Somente a Escritura". A Palavra de Deus é viva, eficaz e atemporal! Somente a Escritura nos revela nossos pecados! Não há como amenizar pecados, como modificar pecados, aliás, só há como confirmar e ver que estamos bem longe da santidade pedida por Cristo. Citando o próprio Mestre também: "Vocês ouviram o que foi dito: ‘Não cometa adultério’. Eu, porém, lhes digo que quem olhar para uma mulher com cobiça já cometeu adultério com ela em seu coração.". O que Cristo propõe aqui é algo, em tése, muito mais "pesado". Não basta não adulterar fisicamente, NÃO se pode sequer pensar, com desejos sexuais, em outra mulher que não seja a sua, ou outro homem que não seja o seu. Não há como atualizar o próprio Amor, somos nós que devemos nos atualizar na Palavra. Isso mesmo, devemos cada vez mais nos apaixonarmos e sermos íntimos da Palavra, porque sempre encontramos novidade nela, sempre nos atualizamos na vontade do Pai mediante a escritura, Sola Scriptura!


Em 1959, C.S. Lewis, autor de As Crônicas de Nárnia, escreveu um artigo intitulado "Teologia moderna e crítica bíblica". Na época, uma onda de teólogos liberais inundaram as igrejas e as ruas da Inglaterra, tentando, exatamente, moldar a igreja de Cristo aos novos tempos vividos pela terra da Rainha. Como homem culto e mestre que era (Lewis foi professor de Oxford por mais de 30 anos), ele era contra a crítica que os teólogos liberais ingleses faziam à Escritura. Em suma, ele dizia que, como especialista (Lewis era escritor, romancista, poeta, crítico literário e ensaísta), a Bíblia nada tinha a ver com isso. A Palavra de Deus é muito mais parecida com um texto jornalístico, onde se apontam os fatos e dá voz a quem precisa, no caso, Deus! Na conclusão deste artigo de 1959, Lewis diz que o perigo desta teologia liberal é que ela poderia acabar com a igreja britânica.


Teria Lewis tido alguma premonição? Dom de profecia? Ou simplesmente Lewis era um leitor perito da Palavra e dos tempos modernos da Inglaterra? Vemos hoje a Inglaterra - como toda a Europa - como um país que precisa de missionários, um país onde se esfriou o Amor, onde a sociedade excluiu Jesus, afinal, as igrejas O excluíram primeiro.


Depois de 61 anos deste artigo, vemos aqui no Brasil algo semelhante acontecendo. Podemos nos aquietarmos e aceitarmos, ou podemos ser como Lewis e combater o bom combate, o combate que vale a pena: a Guerra pelo Amor, para que o Amor arrependa corações e salve um mundo inteiro!


Deus te abençoe!


Matheus Mendes

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